sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sofrimento


Vimo no último post sobre o perdão. Há uma diferença básica entre o perdão que conseguimos conceder e o perdão vindo de Deus. Deus perdoa os nossos erros (Is 6:7) e esquece nossa transgressão jogando nossos pecados nas profundezas do mar (Mq 7:18, 19).


O detalhe é que muitas vezes passamos pelo processo do perdão ao próximo, deixamos que as feridas cicatrizem (Post: Cicatriz), mas o nosso problema não é mais com o próximo, mas com nós mesmos e ficamos remoendo isso no coração e trazendo cada vez mais o sofrimento para a vida.

Quantas e quantas vezes a culpa bate na nossa mente, parece que a consciência aponta algo a mais que nossos erros. Parece mostrar que não tem mais caminho de volta.

Muitas vezes relacionamos a culpa com o nosso sofrimento diário e assim tiramos conclusões filosóficas, psicológicas e até teológicas.

Três conclusões que tiramos são:
1. Merece sofrer porque tem culpa no cartório.
2. Não merece sofre, mas o inimigo de Deus tomou você para atrapalhar por completo sua vida.
3. Deus Se esqueceu de você.


Analise bem sua vida, observe os três pontos e pense no motivo de eles estarem em sua vida.
Se eles ainda existe lembre-se que:

1. O sangue de Jesus foi para tirar a nossa culpa. Se há algum erro na sua vida, Deus é fiel e justo para lhe perdoar (1 Jo 1:9). Se deixarmos de confessar, isso vai corroer nossa vida e nosso sofrimento será ainda maior.
2. Existem coisas que Deus causa para nosso crescimento, sabendo que vamos melhorar nossa vida com isso. Existem coisas que Deus permite que aconteça, um exemplo disso é Jó.
Mas há tamém u fato de que o sofrimento é viver no tempo presente em um mundo que geme por restauração (cf. Rm 8:18).
3. Se você acha que Deus Se esqueceu de você, saiba que está enganado. Nada do que você fizer vai aumentar ou diminuir o amor de Deus por você.


Portanto, é importante lembrar que o sofrimento é parte dessa vida de pecado, mas há Alguém que se importa com você não importa onde você está e nem como você está.
A única coisa que Ele precisa é você aceitar o seu amor e perdão.


Não deixe que o sofrimento e a culpa ocupem seu coração.


Aceite

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cicatriz


Certa vez um garoto pegou sua bicicleta azul e pequena, proporcional ao seu tamanho, a retirou da garagem e começou a passear com ela pelas ruas do seu bairro. Pedalou por várias ruas, tanto conhecidas como desconhecidas.
Conhecendo os ainda desconhecidos lugares, novas ruas, inéditas casas do bairro, percebeu um mundo ainda maior do que era conhecido em casa.
O único detalhe é que na volta para a casa, o menino passara por uma rua não asfaltada, como muita terra, pedras e galhos no chão.
Em um momento passando por cima de alguns galhos, um deles entrou no meio da roda, se prendeu aos raios da roda e parou brutalmente o movimento da bicicleta arremessando o garoto para frente e abrindo um grande machucado em sua perna e algumas lesões menores no resto do corpo.
Nada que alguns pontos, curativos, algumas dores e um tempo de repouso não resolvessem.
Hoje há uma cicatriz na perna desse menino.
Cada vez que olho a cicatriz me lembro de como aconteceu aquilo. Cada momento.
Há uma marca, há uma cicatriz, isso mostra o que aconteceu, mas há um detalhe, isso não me dói mais.
Muitas vezes a vida nos traz inquietações, dúvidas com relação ao futuro ou às pessoas.
Muitas dessas pessoas queridas fazem feridas nas nossas vidas, mas há um ponto importante, deixe que essa ferida sare e cicatrize.
O perdão humano não é necessariamente o esquecimento de um momento ruim, mas é a cicatriz que não dói mais e não afeta mais a sua vida.
A capacidade de esquecer um erro não compete a nós, mas a Deus. Perdoar o próximo é deixar que o machucado se cure e não nos afete mais.

sexta-feira, 29 de julho de 2011





Certa vez em uma reunião de pais, numa escola da periferia, a diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos; pedia-lhes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível.

Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender as crianças.

Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana, porque, quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo e, quando voltava, já era muito tarde, e o garoto não mais estava acordado.
O pai explicou que haviam muitas coisas que separavam o filho dele, mas tentava aproveitar ao máximo os momentos que tinha.

Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para conseguir o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir, indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa. E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado.

O nó era o meio de comunicação entre eles.



Temos algo que faz separação entre Deus e nós, este é o pecado.

Mas em todos os momentos da nossa vida, ainda que não o vejamos, sabemos que Deus passa por ela.
Vemos isso através de Seus nós.



Não desfaça os nós.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Conto do avião de papel


Certo dia a NASA abriu suas portas para que o público pudesse visitar e conhecer suas instalações.

Um garoto, empolgado com a visita, empolgado empolgado com os foguetes que ali estavam, resolveu fazer um pequeno avião com um pequeno pedaço de papel que ele tinha.
Dobrou todas as partes, observou as pontas para que nada fizesse o avião desviar ou cair rápido, ou seja, preparou tudo. O pequeno garoto havia preparado tudo para fazer aquele avião planar o maior tempo possível.

Pronto para que o lançamento ocorresse só faltava uma coisa, encontrar alguém para ver aquele ato dele.
Aguardou até que alguém importante aparecesse e logo isso aconteceu. Um astronauta acabara de entrar naquele corredor que se encontrava o garoto.

Ao avistar o astronauta, o garoto jogou o avião e aquele avião planou em direção ao astronauta.

O trajeto do avião terminou com um choque com aquele astronauta.

O astronauta pegou o avião, percebeu que era daquele garoto e com um simples gesto e sorriso devolveu o avião, sem dizer nada.

O garoto esperando para que ele analisasse todo o avião e falasse da aerodinâmica e do tempo no ar, em tudo o que o garoto fez.

Não dá pra agradar um astronauta com um avião de papel.



Não dá pra agradar a Deus com os nossos atos, mas Deus não vai amar mais a você por algo que você tenha feito ou deixar de amar você por algo que você tenha feito

Pense nisto

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Quadro


Certo dia, um pintor decidiu fazer um novo quadro.
Começou a fazer todos os preparativos para sua mais nova obra de arte.

Comprou uma grande tela, separou todas as tintas com uma ordem única, pegou todos os pincéis existentes em seu estúdio.

Antes de começar a pintar, começou a imaginar todas as possíveis formas, imagens e cores que pudessem abrilhantar se seu quadro.

Passou a desenhar um lápis bem fino, deixando na tela branca traços fortes que logo receberiam cores.
Desenhou mais e mais detalhes.
Passou a deixar as cores básicas nos principais pontos daquela obra.
Finalmente começou a pintar o quadro por inteiro.

Cor sobre cor, tom sobre tom. Tudo para deixar o quadro com a mais pura beleza.

Após tudo pronto não podia faltar a moldura.
Uma madeira bem trabalha, envernizada para durar o maior tempo possível. Pronto!

E viu o artista que era bom.


O detalhe é que ainda faltava uma única coisa, um único detalhe que faz toda a diferença.
A assinatura.
O detalhe que faz toda a diferença.


Semelhante ao quadro, Deus, como artista e criador deixou uma assinatura em Sua criação.

O Sábado é a Assinatura de Deus no quadro da Criação.

domingo, 24 de abril de 2011

Sangue e liberdade

O sangue vos será por sinal... quando eu vir o sangue, passarei por vós. [Ex 12:13]



Muito tem se falado acerca da páscoa nesses últimos dias. Nessa última semana estive fazendo uma semana de oração e na sexta-feira falei sobre a marca de Cristo (leia sobre isto), intimamente ligada à pascoa.

Interessante que Páscoa é muito mais do que costumamos falar. A Cruz ela é a nossa páscoa, hoje.
Muitas comemoramos o sacrifício de Cristo e não entendemos o motivo de o fazermos.

O texto do início nos apresenta o que o sangue proporcionaria aos israelitas cativos. Liberdade.
Através do sangue nas portas, Israel teria a oportunidade de conquistar a liberdader

É isso que significa páscoa. Liberdade.

Através do sangue do cordeiro, o povo demonstraria que tinha fé no Deus libertador.

Hoje comemoramos nossa liberdade porque Israel creu um dia e comemorou.

Hoje comemoramos nossa liberdade porque Cristo de tornou o Cordeiro Pascal [1 Co 5:7].

O cordeiro sacrificado na páscoa judaica simbolizava a liberdade dada aos primogênitos de Deus no Egito. O Cordeiro de Deus nos trouxe liberdade do cativeiro do pecado e hoje podemos nos achegar ao trono da graça de Deus.


Pense nisto.

Se comemoramos é porque somos livres

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Cruz e Ressurreição





Nessa próxima semana não perca a Semana Santa.
Estarei participado na cidade de Araras - SP
Se estiver por perto, está convidado.
Procure uma Igreja Adventista do Sétimo Dia mais próxima de você.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Viagem


Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Ap 21:1



Esses dias eu me lembrei de quando era criança. Alguns momentos emocionantes na minha vida, até então, infantil.
Comecei a tentar entender o funcionamento de uma mente infantil.

Para mim, algo extremamente marcante na infância eram as férias, mas não simplesmente as férias, mas quando meus pais chegavam até nós, seus filhos, e falavam que naquelas férias iríamos viajar.

Desse momento de reflexão saudosista, percebi a mudança em minha mente.
Para mim, a viagem era extramente empolgante. Não era necessário programas, pontos turísticos, alimentação diferenciada, nada disso. Eu não me perguntava "para onde vamos?", "onde vamos ficar?" ou "quais serão as atividades?". Somente o fato de meus pais falarem que iríamos viajar todos juntos me motivava.

Parcebi que em minhas últimas viagens, a empolgação mudou e as perguntas que nem passavam pela minha mente começaram a me bombardear.

Interessante.


Quando promete um novo céu e nova terra, nossa empolgação e motivação do início de nossa vida espiritual não é o mesmo de quando estamos amadurecendo. A minha pergunta é, por quê?


Uma criança tem mais fé e confiança na decisão de seus pais do que nós quando crescidos.

Talvez seja por isso que Jesus disse que "quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele". (Lc 18:17)



Se é difícil entender o que Deus tem prometido para você, faça como as crianças.
Creia

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Luz


Certo dia, em sua caminhada diária, o sol percebeu que havia uma caverna por entre os montes e vales da Terra.
Curioso para conhecê-la, e chegou um pouco perto e puxou assunto.

Por muitos assuntos que eles falaram, surgiu curiosidade na caverna para conhecer a luz. Só que não somente isso, surgiu no sol a curiosidade para conhecer as trevas.

Bom, já que ambos estavam curiosos, resolveram marcar.

No dia combinado, o sol chegou perto da caverna e a chamou para fora. Ao sair, a caverna ficou espantada com tanta beleza que havia na luz. Ela conseguia ver cores, tons fortes e fracos, tanta coisa que nunca havia visto.

E o dia foi marcado para o sol conhecer as trevas. Tudo certo.
No horário certo, o sol estava lá.
A caverna havia preparado tudo.

Ao chegar lá, o sol pergunta: "Onde está a escuridão?"



Mesmo nas parábolas infantis temos lições importantes.
Onde há luz, não há trevas.

Seja luz.